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Mitologia, Lenda, ou Folclore?

Olá Amigos! Estava conversando com um amigo outro dia sobre mitologias mundiais, suas semelhanças e contradições entre as diferentes culturas e nações, e blá blá blá, quando entramos numa duvida: qual a diferença entre Mitologia, Folclore, Lenda e afins?

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18 de agosto de 2011

Mitologia, Lenda ou Folclore?

Caduti dei Giganti - Giulio Romano
Afresco no Pallazo del Té
Olá Amigos!

        Estava conversando com um amigo outro dia sobre mitologias mundiais, suas semelhanças e contradições entre as diferentes culturas e nações, e blá blá blá, quando entramos numa duvida: qual a diferença entre Mitologia, Folclore, Lenda e afins? Com base nessa pesquisa, saiu esse post. Tentarei explicar de forma simples a diferença, ok?


        Primeiro, a mais famosa: Mitologia. De acordo com o iDicionário Aulete, essa pode ser definida por “História fabulosa de deuses, semi-deuses, heróis e vilões lendários; qualquer história fabulosa perpetuada pela tradição oral, protagonizada por entes mágicos ligados à natureza, que busca explicar alguns aspectos da condição humana.” Ou seja, se envolver explicação de coisas ligadas à natureza e realizadas por seres incríveis, desde que associada a algum povo/nação, isto se torna Mitologia. Personifica-se e explica-se nas mitologias mundiais a criação e destruição do mundo, os fenômenos naturais, a fertilidade (ou falta dela), o amor, a guerra, o mundo subterrâneo e diversos outros aspectos.


       
Se pá, ele nem era tudo isso...

     E as lendas? Segundo o mesmo compêndio lexicográfico são “histórias fantasiosas de personagens, como santos ou heróis, ou ainda seres sobrenaturais, que fazem parte da tradição oral de um povo; ações praticadas por estes e que adquirem feição fantástica, graças à interpretação popular.” Aqui passa a impressão de uma leve existência, certo? Tipo, os fatos são exagerados, mas os personagens podem ser reais. Tipo um Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, mais ou menos. Sabe-se que o rei existiu, os cavaleiros também; mas provavelmente ele não tenha sido tudo isso que se conhece hoje. Também é improvável uma mesa tão grande, para tantos cavaleiros!


        At last, but not least, o folclore: “Conjunto de
manifestações da cultura popular e das tradições de um povo: músicas, danças, lendas e crenças fazem parte do folclore de uma nação.” Aqui, além das histórias, entram também as danças, as músicas e muito mais. Envolvem-se também os costumes e as festas populares como o Festival do Boi Bumbá, de Parintins. Ainda, de acordo com a UNESCO, este fato deve possuir tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade e aceitação coletiva. Bacana lembrar que a palavra é de origem inglesa: folk (povo)+lore (saber).
        Enfim, acho que é isso. E aí, agora ficou fácil?
        Abraços!

24 de junho de 2011

Poseidon


Poseidon demonstrando sua fúria

Olá Amigos!

        Vamos falar hoje de Mitologia e, atendendo aos pedidos de alguns amigos, vamos a um irmão de Zeus muito conhecido: Poseidon.
        Poderoso deus responsável pelo reino das águas, Poseidon possuía um palácio no fundo do mar Egeu (que banha parte da Grécia), mas podia dar as caras em qualquer poça d’água que bem entendesse, afinal, ele é o deus das águas. Após nascido, ele foi devorado pelo pai, Chronos, assim como os outros irmãos, até que seu irmão caçula, Zeus, libertou-os. Geralmente é representado como um homem de barba e cabelos brancos e com um tridente, com o qual provocava maremotos e fazia brotar água do solo em que o batia. É recorrente também a figura do cavalo, animal atribuído a ele talvez pela sua descendência.

Mosaico de Anfitrite e Poseidon,
no Museu do Louvre

        Mantendo a tradição da família, Poseidon era casado e também dava suas escapulidas. Sua esposa era Anfitrite, uma das Nereidas. Com ela, teve apenas um filho: Tritão. E ele não tinha muito critério com o sexo oposto não... vacilou, o tridente pega! Poseidon “fisgou” górgonas, ninfas, humanas, dríades e, a exemplo de Zeus, até a irmã! Este seja, talvez, um dos mais famosos casos dele. Deméter não o queria e, para evita-lo, ela se transformou numa égua e misturou-se a um bando de cavalos. Pois o cara descobriu, transformou-se num garanhão e copulou com a égua deusa, brotando deste enlace Árion, um cavalo esplêndido. Poseidon é ainda pai do ciclope Polífemo (que Ulisses cegou na Odisséia) e do herói Teseu.

A bela Medusa, segundo alguns...
        Outro filho equino de Poseidon é o famoso Pégasus, que é filho dele com a Medusa, aquela das cobrinhas na cabeça. Essa fita foi incrível! Medusa era uma das mais belas sacerdotisas do templo de Atena, eterna rival de Poseidon. Certa vez, a indefesa moça cedeu às investidas do furioso deus dos mares e o lance rolou dentro do templo mesmo. Atena, a deusa virgem, enlouquecida pelo ato dentro de “sua casa” transformou Medusa num monstro com cabelos de serpente, que petrificaria todos que olhassem para ela. Estava Medusa grávida de “gêmeos” quando foi decapitada por Perseu e, ao pingar seu sangue nasceram o cavalo alado e o gigante dourado Crisaor. 
Ruínas do Templo de Poseidon

    Há, ainda hoje, as ruínas do Templo de Poseidon na Grécia, às margens do Mar Egeu, numa cidade chamada Sounion que fica a 01 hora de Atenas. Dizem que o pôr do sol por lá é um espetáculo fascinante. A foto ao lado não permite outra interpretação, certo?
        Abraços!

12 de abril de 2011

Brahma, Vishnu e Shiva: a Trimúrti Hindu

Trimúrti Hindu

Olá Amigos!

        Para balancear os assuntos, vamos de Mitologia, dando seqüência à Série "Deuses Criadores e/ou Maiores". Depois de Zeus e Odin, vamos para o Oriente, onde falaremos da Trimúrti, a Trindade Hindu.
        A Trimúrti é formada por: Brahma (criação), Vishnu (conservação) e Shiva (destruição), que representam as três forças essenciais do Universo. Partilham do ideal de que tudo que é criado e/ou nascido deve evoluir, manter-se e, de uma forma ou de outra, acabar-se, destruir-se. Isso com tudo: pessoas, animais, objetos, mundo, universo, etc... Sem visões negativas e/ou positivas; todas são necessárias e essenciais.

Brahma

        Brahma, ao contrário de outros deuses criadores, não possui tantos seguidores no hinduísmo quanto seus companheiros de Trimurti, pois os hindus acreditam que seu papel está, em boa parte, cumprido com a criação do universo e tudo que nele existe. É geralmente representado com quatro cabeças (uma para cada direção) e com quatro braços, onde apresenta uma flor de lótus (símbolo de pureza), os Vedas (Escrituras), um bule com Amrita (símbolo de potência vital) e com a última mão faz um mudra (símbolo do destemor).

Vishnu

        Vishnu, figura conservadora, é mais famoso que Brahma, pois este nasce de uma flor de lótus de seu umbigo (!). Responsável pela manutenção de tudo que Brahma criou, ele é reconhecido por suas vindas ao mundo terreno, onde se apresenta em forma de avatares, que serão 10 e já se conhece 9 (entre eles: Budha e Krishna). Achou que o nome do filme e os carinhas serem azuis era mó criatividade? Pois é... É frequentemente representado sobre um deus-serpente também com 4 braços, que seguram uma concha (união dos sons da criação), um disco de energia (roda do tempo e o que é certo), uma lótus (pureza e perseverança) e um cajado (ataque aos desejos que são fonte de insegurança).

Shiva

        Shiva pode ser chamado de "Destroyer" ou de "Transformer" porque no Hinduísmo a destruição também é símbolo de renovação, transformação. Somente aquilo que é destruído pode ser reconstruído e/ou renascido. Criador da Yôga, arte que visa a transformação, equilíbrio e renovação do ser, é também  Senhor absoluto da Morte. A representação de Shiva é muito vasta, tendo várias vertentes simbológicas. Algumas delas: o tridente, chamado "trishula" representa a inércia, o movimento e o equilíbrio (cada dente é uma); a serpente em volta do pescoço representa o domínio sobre a Morte; o jorro d'água é a nascente do Ganges, rio sagrado na Índia.
        Ufa! Por enquanto, é só hehehe!
        Abraços!

18 de fevereiro de 2011

Odin

Olá Amigos!

        Volto hoje com um post de Mitologia, mas vamos sair do lugar comum e falar de Mitologia Nórdica, um pouco desconhecida, mas também muito interessante. Como na grega e na romana (e como na maioria das mitologias), também existe um deus superior, um manda-chuva e aqui ele é representado por Odin.
        Odin, filho de Borr e da gigante Bestla, tem dois irmãos: Vili e Ve. Casado com Frigga, eles têm três filhos: Baldur, Holdur e Hermod. Teve outros filhos fora do casamento, destacando-se o indomável Loki e o poderoso (e famoso) Thor.
        Este líder divino nórdico tem uma simbologia imensa ligada a ele. Geralmente é representado com um tapa olhos ou com um olho desfigurado, ao lado de dois corvos, dois lobos, em cima de um cavalo de oito patas e segurando uma lança. Mas, palma, palma, não priemos cânico! Explicarei cada uma delas.
        O lance do olho é por conta da sua "sede" por sabedoria. Odin já era um cara top, antes mesmo de ser deus, pois fazia parte de uma tropa de guerreiros-sacerdotes e usavam técnicas dos xamãs. Ele queria ser mais top e conhecer os mistérios mágicos. Ficou pendurado de ponta cabeça na Yggdrasil por 9 dias, sem comer ou beber. Quando já estava para despirocar, ele viu no chão alguns caracteres rúnicos e os recolheu. Mas isso não era o bastante, Odin queria mais. Quis beber da água da Fonte do Conhecimento, que pertencia ao gigante Mimir. Pagamento: um olho.
        Os corvos são Hugin e Munin, mas podemos chamá-los de Nelson Rubens e Leão Lobo. A função dos dois era rodar o mundo e, ao fim do dia, trazer as novidades a Odin, que agora já havia se tornado "O" deus. Os lobos são Geri e Freki, que só queriam saber de comer toda carne, inclusive humana, que aparecia por perto. O pocotó pernudo da figura acima é Sleipnir, um corcel lendário com 8 patas e que era a criatura mais veloz.  Levava Odin para qualquer lugar, terra, céu, espaço, Valhalla, Asgard, etc. Esse terá um post aqui em breve, pois sua origem é muito pitoresca. A lança era a Gungnir, oferta de anões ferreiros que, uma vez lançada, só parava no alvo.
        Tem muito mais para falar desse povo, que tem uma mitologia riquíssima, mas isso é assunto para outros posts.
        Abraço!

2 de dezembro de 2010

Zeus


Olá Amigos!
        Demorei um pouco para voltar, muitos trabalhos, provas, fim de semestre na faculdade, enfim, muitas cositas para resolver, mas cá estamos de volta. Como demorei a postar nessa série, vamos de Mitologia e, como prometido naquele post anterior, o primeiro personagem é o Todo Poderoso da Mitologia Grega: Zeus.

Descendência de Zeus. Pegador e fértil, não?

        O deus do céu, Zeus é a divindade mais importante para os gregos antigos, reinando supremo no monte Olimpo, morada dos deuses mais “nobres”, os chamados Deuses Olímpicos. Na Terra, ele provocava fenômenos como o trovão e a chuva e interferia na vida de quem bem entendesse, afinal, eram os gregos apenas pobres mortais. É geralmente associado a símbolos como a águia e ao raio.
        Tornou-se famoso não apenas por seu enorme poder, mas também por seu apetite sexual e suas várias amantes, além de ter se casado com a irmã Hera. É pai de vários heróis e heroínas da mitologia grega.
        Zeus é filho dos titãs Cronos e Réia e teve de combater seu pai pelo poder, concretizando a profecia da avó paterna, Gaia, de que um dos filhos de Cronos o destronaria. Por conta dessa estória da vovó, Cronos engoliu todos os filhos que nasceram. Réia, já injuriada com essa coisa de comer os filhos, enganou o maridão (dando pedras para ele engolir) com a ajuda da sogra e mandou o pequeno Zeus, sexto filho, para o cuidado das Ninfas e de seus curetes. Um dia ele voltou e deu início à Titanomaquia, batalha épica em que Zeus derrota Cronos (entre outros episódios como a derrota dos gigantes e dos outros titãs), obrigando-o a vomitar os outros filhos, que ainda estavam vivos em seu interior.
Zeus vencendo Cronos, seu pai, com um raio.
Curioso que alguns titãs (Oceanus, Tétis, Mnemosine, Prometeus e Têmis) arregaram e não foram pelejar com Cronos, ficaram de boa num canto. Esses foram lembrados pelo esquadrão olímpico e ganharam uma boquinha no novo governo do mundo.
Os líderes dessa batalha foram os Crônidas, ou seja, os filhos de Cronos. Eram eles: as meninas Héstia, Deméter e Hera, mais os meninos Hades, Posêidon e o menino Zeus. Ao fim dessa guerra, quando os deuses dividiram o universo, o caçula rebelde Zeus se tornou o senhor dos céus e da Terra, passou os mares para o irmão Posêidon e o reino dos mortos para outro mano, Hades.  

Oráculo de Dodona

                O mais famoso templo dedicado a Zeus foi o oráculo de Dodona, no Épiro, noroeste da Grécia. Em geral, as profecias do oráculo eram interpretadas a partir do som de uma nascente que minava das raízes de um carvalho sagrado ou, às vezes, do farfalhar de suas folhas.


19 de outubro de 2010

Mitologias

Capa do Game Age of Mythology da Microsoft
Olá Amigos!

     Quem me conhece um pouco sabe que gosto muito de muitas coisas e que, dentre estas, está a Mitologia. Não digo somente das mitologias grega ou romana, que são as mais conhecidas, mas de todas as outras: egípcia, celta, nórdica, hindu, oriental, pré-colombiana, indígena, africana, etrusca...
O dicionário virtual Aulete apresenta como uma das acepções para mitologia o seguinte: Qualquer história fabulosa perpetuada pela tradição oral, protagonizada por entes mágicos ligados à natureza, que busca explicar alguns aspectos da condição humana.”.
Sendo assim, via de regra, toda mitologia é algo fantasioso e que é transmitido de geração em geração tentando explicar fenômenos naturais e psicossomáticos. Mas você, incrédulo leitor, pode se perguntar: mas quem acreditaria numas loucuras dessas? E eu te respondo: hoje não. Porém, à época em que eram difundidas essas estórias apenas por via oral, ou ainda no começo da era escrita, isso era a crença corrente.
Graças aos deuses (seja lá o seu qual for) pessoas inspiradas resolveram escrever isso tudo e esse material preciosíssimo chegou às nossas incrédulas mãos e nos utilizamos das mitologias em vários campos de atuação. Temos exemplos de nomenclaturas extraídas das mitologias e influências na medicina (priapismo, hidrocefalia, necropsia), na biologia (aracnídeos, clorofila), na psicologia (complexo de Édipo, Complexo de Electra), no marketing (marcas como Clio, Nike, Minerva, Brahma, Ka), nos games (Age of Mythology, Battle of Asgard, God of War, Kratos), nos quadrinhos (Thor, Aquaman, Arqueiro-Verde)   etc... Isso sem dizer nas inspirações de pintores, escultores, poetas, escritores e artistas num geral.
     A ilustração desse post é a capa do jogo Age of Mythology, que apresenta logo na capa três famosos: Anúbis (egípcia), Zeus (grega) e Thor (nórdica), da esquerda para a direita. Mas, enfim, vou aproveitar esse espaço para falar um pouco sobre esses seres maravilhosos que me fascinam e que tanto povoam nossa sociedade. No próximo post tem um dos deuses criadores mais conhecidos: Zeus. Abraços!